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LinkedIn tem perfis fake de propaganda com rostos criados por IA

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Dois pesquisadores identificaram mais de mil perfis falsos no LinkedIn, utilizando as fotos como critério de identificação. A descoberta, divulgada pelo portal NPR, foi possível porque os avatares eram de pessoas que não existem – ou seja, haviam sido gerados por inteligência artificial.

As contas teriam sido criadas por agências terceirizadas, com o objetivo de atrair potenciais clientes às empresas contratantes.

A pesquisa, comandada por Renée DiResta e Josh Goldstein, do Observatório de Internet de Stanford, foi iniciada após a própria DiResta receber em seu LinkedIn mensagens de dois perfis do tipo.

Falha no cabelo e brinco faltando

Em seu LinkedIn, a pesquisadora recebeu uma mensagem de uma usuária chamada Keenan Ramsey. Ela explicou fazer parte de um grupo em comum com DiResta e, em seguida, ofereceu um serviço de telecomunicações.

Ao portal NPR, a cientista explicou que inicialmente pretendia ignorar a mensagem, mas que, ao observar mais detalhadamente a foto utilizada pelo perfil, percebeu que se tratava de uma imagem gerada por inteligência artificial. Ela identificou falhas no cabelo, um brinco sem par e fundo borrado e de difícil identificação – falhas comuns em fotografias criadas por IA.

Após outro suposto usuário lhe enviar mais uma mensagem com o mesmo conteúdo, DiResta decidiu levar o caso ao seu colega de departamento, Goldstein. Foi aí que os dois iniciaram a pesquisa e encontraram mais de mil outros perfis que tinham o mesmo funcionamento e objetivo.

As contas falsas teriam sido criadas por agências dos Estados Unidos, contratadas por empresas para adquirir leads (contatos de clientes em potencial, com informações como nome, e-mail e telefone). Caso o perfil fake despertasse o interesse da pessoa enganada, a conversa era então transferida a um atendente real dessas empresas, que prosseguia com a venda.

Só pessoas de verdade

À primeira vista, os perfis pareciam verdadeiros porque, além de utilizarem fotos de uma pessoa aparentemente real, também tinham uma lista de empregadores, escolaridade e interesses, incluindo nomes como Amazon e a Universidade de Nova York (NYU).

Em resposta ao NPR, as mais de 70 empresas listadas como contratantes destes usuários falsos declararam não ter autorizado a criação de contas fake nem o uso de fotografias geradas por IA.

Ao que tudo indica, os criadores dos perfis teriam optado por imagens de inteligência artificial como um forma de “driblar” as regras de uso do LinkedIn, que não permite a utilização de fotos de outras pessoas.

Após identificarem as contas falsas, os pesquisadores do Observatório de Internet de Stanford entraram em contato com a plataforma. Em nota, o LinkedIn afirmou ter apagado os perfis que não condiziam com as regras de uso da plataforma, sem especificar o método utilizado em sua investigação.

“Nossas políticas deixam claro que cada perfil do LinkedIn deve representar uma pessoa real. Estamos constantemente atualizando nossas defesas técnicas para melhor identificar e remover perfis falsos de nossa comunidade, como fizemos nesse caso”, explicou a porta-voz Leonna Spilman, ao NPR.

Rede Adversária Generativa

Embora tenha surpreendido pelo objetivo de uso (vendas de produtos em uma rede de contatos corporativos), esta não é a primeira vez que imagens geradas por inteligência artificial são utilizadas em contas falsas.

A maioria dos usos já relatados são de cunho político. Já houve casos em redes fake para disseminar desinformação na China e em perfis que se passaram por pessoas reais para promover conteúdo pró-Trump durante as eleições estadunidenses de 2021.

Em fevereiro deste ano, fotos de IA foram utilizadas em perfis falsos para disseminar desinformação sobre a Ucrânia e mensagens pró-Rússia no Facebook, Twitter e YouTube. Na época, as plataformas declararam ter removido as contas.

As imagens geradas por IA são produzidas por uma tecnologia conhecida como “Rede Adversária Generativa (Generative Adversarial Network, em inglês, ou GAN). Criada em 2014, ela funciona por aprendizado de máquina e, por causa disso, tem se tornado cada vez mais poderosa e acessível.

Hoje, por exemplo, as “fotografias” feitas por GAN podem ser encontradas em bancos de imagens. De acordo com o que foi revelado pela pesquisa, os perfis descobertos por DiResta e Goldstein teriam utilizado imagens disponíveis destes sites.

Similaridades preocupantes com rostos humanos

Como a GAN tem funcionamento por aprendizado de máquina, ela tende a melhorar seus resultados no decorrer do tempo . Ou seja, as imagens geradas parecem cada vez mais reais. Embora impressione a alguns, essa característica, a longo e curto prazo, pode ser preocupante, principalmente quando somada à acessibilidade da tecnologia.

Uma pesquisa divulgada em 2022 pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos revelou que rostos falsos têm aparência “mais confiável” do que rostos verdadeiros. De acordo com os pesquisadores Sophie J. Nightingale e Hany Farid, “pessoas” geradas por inteligência artificial hoje em dia são praticamente indistinguíveis de pessoas reais, o que levanta preocupações sobre seus possíveis usos.

Segundo o estudo, uma pessoa tem, em média, 50% de chance de identificar se uma pessoa representada em uma foto é real ou não. Farid explicou ao portal NPR que esta dificuldade provavelmente está relacionada ao fato de que as tecnologias de IA se baseiam nas características faciais mais gerais na hora de desenvolver rostos.

Além de servir como arma política na disseminação de desinformação, este tipo de tecnologia é preocupante porque pode, por exemplo, ser utilizada em pornografias de vingança, com a criação de vídeos falsos usando deep fake. Outro uso possível seria na perseguição online a ativistas, com desenvolvimento de múltiplos perfis com funcionamento similar ao das contas utilizadas pelas agências de marketing (embora com objetivos diferentes).

“Precisamos de diretrizes éticas mais rigorosas e mais marcos legais em vigor [sobre a tecnologia] porque inevitavelmente haverá pessoas lá fora que querem usar [essas imagens] para fazer mal”, apontou Nightingale.

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Fonte da Notícia: www.uol.com.br

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O que levou Elon Musk a desistir do Conselho do Twitter? 4 hipóteses

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Na noite de domingo (10), Parag Agrawal, presidente-executivo do Twitter, disse que o bilionário sul-africano Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX, desistiu de fazer parte do Conselho de Administração da rede social.

Ainda que o motivo oficial da desistência não tenha sido dito, o fato é que Musk deixa de ter poder de decisão direto, mesmo sendo o principal acionista da plataforma, com 9,2% das ações.

O site Next Web listou alguns dos possíveis motivos que explicam a decisão. As hipóteses envolvem desde mais liberdade para tuitar até a possibilidade de comprar ainda mais ações da companhia.

Mais liberdade para tuitar

Na carta de Agrawal sobre a desistência de Musk, ele cita que o empresário teria de “agir pelos melhores interesses da companhia e de todos os seus acionistas”.

Na prática, isso quer dizer que Musk teria de ser menos controverso no Twitter.

Por diversas vezes, o empresário se definiu como um “absoluto defensor da liberdade de expressão”. No entanto, a partir do momento que seus tuítes podem causar algum tipo de transtorno à rede social e aos seus acionistas, talvez ele tenha considerado que poderia perder sua autonomia para comentar qualquer assunto que desejasse.

“Análise de precedentes”

Ao anunciar que Musk desistiu do Conselho de Administração do Twitter, o presidente-executivo da companhia disse que o bilionário teria de passar por uma “verificação de antecedentes”. O Next Web especula que talvez Musk não tenha passado nesta análise.

Em 2018, o empresário fez uma piada no Twitter dizendo que ia tornar a Tesla uma empresa de capital fechado. A SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, não achou graça e multou a companhia.

Na sequência, o empresário deixou a presidência da Tesla e alguns dos seus tuítes sobre a companhia passaram a ser analisados previamente por advogados.

Funcionários ficaram apreensivos

Após a notícia de que Musk iria fazer parte do Conselho Administrativo, funcionários mostraram preocupação, mencionando que o empresário poderia enfraquecer políticas sobre conteúdos abusivos e perigosos na rede.

Além disso, o bilionário tem um histórico de silenciar críticos com ameaças legais. Na Tesla, por exemplo, um funcionário foi processado por postar no YouTube detalhes no modo de condução autônoma de um veículo.

Musk também já demitiu quem não concorda com ele, segundo registrado no livro-reportagem “Power Play: Tesla, Elon Musk, and the Bet of Century” (não lançado no Brasil), de Tim Higgins, repórter do Wall Street Journal.

Mais ações

Uma das condições para Musk fazer parte do Conselho era que ele só podia ter até 14,9% da companhia.

Agora que não fará mais parte do Conselho, ele poderá comprar o quanto quiser de participação do Twitter, tendo apenas influência indireta na plataforma.

*Com informações do site The Next Web

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Fonte da Notícia: www.uol.com.br

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Equipe de ‘Ms. Marvel’ deixa vazar suposta foto que pode confirmar continuação

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Um integrante da equipe de produção de ‘Ms. Marvel’, nova série do Disney+, pode ter deixado claro que a empresa de streaming pretende lançar uma 2ª temporada da série – mesmo que a 1ª ainda não tenha chegado à plataforma. Segundo o site ‘The Direct’, Patrick Favo da Marvel postou uma imagem de uma taça decorada com um gráfico do título do programa em comemoração aos ganhos da equipe. Até aí estaria tudo bem. Mas o detalhe estava na frase “Temporada 1”, que segundo especulações pode indicar que esta não é uma série limitada. Assim, a imagem foi deletada logo em seguida.

Veja também tudo o que sabemos sobre a série ‘Ms. Marvel’!

Criado em 2014, nas páginas de ‘Ms. Marvel #1’, Kamala Khan é uma adolescente muçulmana que é fã dos heróis e que desenvolve poderes após descobrir que tem parte de DNA desumano. Com isso, a menina ganha a capacidade de mudar a forma do corpo – o que lhe confere poderes elásticos, além de poder mudar até mesmo a aparência quando necessário. Mais tarde, como um alter ego, ela adotou o nome de “Ms. Marvel” em homenagem à Capitã Marvel (Carol Danvers, interpretada por Brie Larson), de quem é super fã.

Inclusive, interpretada por Iman Vellani, Miss Marvel deve aproveitar a expansão desmedida do MCU e se juntar à Capitã Marvel na próxima sequência da heroína: “Capitã Marvel: The Marvels”.

Equipe de ‘Ms. Marvel’ deixa vazar suposta foto que pode confirmar continuação! – Foto: MT MAS

A série chega em junho

Com exceção de ‘Loki’ e ‘What If…’, todas as séries da Marvel produzidas pela Disney foram temporadas únicas. Se uma 2ª temporada de ‘Ms. Marvel’ realmente se concretizar, pode indicar mais conteúdo para mostrar o caminho da personagem de Carol Danvers (Capitã Marvel), já que as duas desenvolvem uma relação quase mãe-filha, dependendo do foco da série.

Por fim, ‘Ms. Marvel’ vai estrear no Disney Plus quarta-feira, 8 de junho. Além disso, não se sabe se a estreia de 8 de junho consistirá em um ou vários episódios. No entanto, espera-se que a série de seis episódios lance novos episódios nas quartas-feiras subsequentes após a sua estreia. 

Equipe de ‘Ms. Marvel’ deixa vazar suposta foto que pode confirmar continuação!

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Fonte da Notícia: geekblog.com.br

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5 perguntas e respostas para entender o metaverso

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Por enquanto, o metaverso segue como uma tecnologia mais debatida do que, de fato, experimentada. Mas acredite: esse conceito de um espaço virtual, com representação digital de itens e pessoas, onde poderemos interagir de maneiras nunca imaginadas, está cada vez mais próximo.

Isso porque duas gigantes já estão empenhadas nessa nova realidade (virtual): a Meta, que controla as principais redes sociais do mundo, e a Microsoft.

A primeira já tem o headset Oculus, e a segunda tem o Hololens. Ambas acumulam bilhões de usuários. Facebook, Instagram e WhatsApp contam com pelo menos 1 bilhão cada, enquanto a Microsoft tem o Office, um dos programas para escritório mais usados no mundo.

E tem mais cachorro grande ensaiando entrar na briga. A Apple usa filtros em videochamadas há um tempo e tem planos de ter seu próprio óculos de realidade virtual. E o Google tem a divisão Labs, com vários experimentos em realidade aumentada.

Mas, se você quiser uma prévia, nem precisa ir tão longe: é só ligar seu videogame (ou seu celular). Jogos como Free Fire, Fortnite e Minecraft já são uma espécie bem-sucedida de metaverso.

Ao entrar nestes “mundos fechados”, cada pessoa escolhe um avatar para navegar naquele mundo digital, em que é possível comprar itens, como roupas e armas. A interação é toda feita por uma tela e não é possível transitar entre esses diferentes universos.

Como o metaverso será usado?

O que as companhias Big Tech vislumbram é uma combinação de elementos de tecnologia (como realidade virtual, realidade aumentada e vídeos) que permitirá às pessoas existir em um ambiente digital com uma ampla liberdade de movimentos, escolhas e interações. É como se as pessoas estivessem “dentro da internet”.

Por exemplo: hoje em dia, você faz uma chamada de vídeo pelo smartphone para falar com seu amigo. Sua interação toda é basicamente com uma tela equipada com uma câmera.

Em um futuro próximo, você poderá usar um par de óculos de realidade virtual para acessar o metaverso e bater um papo com um holograma realista do seu melhor amigo, com direito até a linguagem corporal.

O ambiente dessa conversa poderia ser uma representação 3D da sua casa ou algum local de sua preferência, como uma praia no Havaí.

Avatares ultrarrealistas demonstrados pela Meta durante conferência Connect 2021

Imagem: Reprodução/Facebook

Por que o metaverso ainda “não pegou”?

Isso ainda está longe de ser factível em grande escala. Atualmente, óculos de realidade virtual são caros e podem causar tontura nas pessoas, por exemplo.

Também não há sistemas de captação de imagem 3D de alta qualidade facilmente acessíveis. Em uma de suas apresentações, a Meta afirmou que as tecnologias necessárias para “este novo mundo digital” demorarão de 5 a 10 anos para se tornarem realidade.

Quais serão os impactos do metaverso?

Ele tem potencial de mudar vários aspectos da experiência humana, especialmente aqueles que dependem de interação e acesso a informação.

Por exemplo, na educação: imagine o aluno “se teletransportando” para o espaço e vendo, de perto, os detalhes de um planeta. Ou na atividade física: pense em você mesmo fazendo bicicleta ergométrica em um cenário virtual, altamente realista, ao lado de pessoas de outros países.

O interesse de grandes empresas também se justifica pelo potencial financeiro do metaverso. Nossa experiência de comércio poderá ser toda transportada para um ambiente virtual: você seleciona em um supermercado digitalizado, e a encomenda é enviada ao seu endereço no mundo real.

Mas mesmo o comércio de itens exclusivamente digitais também será intenso. Hoje, ele já representa um novo modelo de negócio nos games: os jogos são de graça, mas as empresas ganham (muito) dinheiro vendendo roupas para o jogador customizar seu avatar ou itens para facilitar seu avanço.

O que as empresas já criaram para o metaverso?

A Microsoft, por exemplo, anunciou recentemente o Mesh for Teams, um sistema de avatar na sua plataforma de comunicação. Em vez de aparecer na câmera ao vivo, uma pessoa pode usar um filtro de sua escolha para interagir.

A Meta tem o Horizon Worlds, uma ferramenta, ainda em desenvolvimento, que permite que programadores criem mundos virtuais. A companhia de Mark Zuckerberg também divulgou uma parceria com a Microsoft, para que usuários do Teams possam acessar reuniões com o Workplace (a ferramenta de comunicação empresarial da Meta) e vice-versa – como uma espécie de integração de dois mundos fechados.

Tudo indica que esses ambientes profissionais virtuais serão um dos primeiros usos práticos do metaverso em larga escala. Promover o contato entre funcionários, em espaços controlados e estimulantes, virou uma demanda poderosa após a pandemia e a consolidação do home office.

O metaverso é um sucesso garantido?

Ainda é cedo para saber se essa imersão prometida vai ser bem aceita pelas pessoas. Também não sabemos os tipos de problemas que ela irá nos proporcionar. Imagine alguém roubar seu avatar e se passar por você, como já acontece em golpes via WhatsApp?

Em qualquer projeto de inovação (especialmente em algo tão radical), o fator humano é sempre o mais imprevisível. Mas, do ponto de vista teórico, tecnológico, financeiro e comercial, o metaverso é uma realidade iminente – e inescapável.

Não, não é só uma forma de a Meta desviar a atenção das pessoas para ninguém mais mencionar os males causados pelas redes sociais, denunciados no escândalo dos Facebook Papers. O metaverso deve chegar de mansinho, e quando menos perceber, estaremos dentro dele.

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Fonte da Notícia: www.uol.com.br

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